Comando de cima para baixo
Concentração de poder e riqueza
Intermediários inflando margens
Empresas gigantes em crise
Um sistema que se tornou insustentável
Por muitos anos, o mercado funcionou sob uma lógica simples e rígida: o comando vinha de cima para baixo. Fabricantes e grandes corporações definiam produtos, preços, canais e estratégias, enquanto o consumidor ocupava um papel passivo, limitado a aceitar o que lhe era oferecido. Esse modelo centralizador sustentou o crescimento econômico por décadas, mas também plantou as bases de seus próprios limites.
A concentração de poder e riqueza tornou-se uma característica marcante do sistema tradicional. Poucos grupos passaram a controlar grandes fatias do mercado, ditando regras, condições e margens. Quanto maior o intermediário, maior sua influência. Com o tempo, esse acúmulo excessivo de poder afastou o mercado de seu propósito essencial: atender pessoas.
Os intermediários, que inicialmente surgiram para facilitar a distribuição e ampliar o alcance dos produtos, passaram a inflar margens de forma desproporcional. O valor agregado ao produto nem sempre correspondia ao custo real dessa intermediação. O resultado foi um mercado mais caro, menos eficiente e cada vez mais distante tanto do produtor quanto do consumidor.
Esse desequilíbrio começou a gerar efeitos visíveis. Empresas gigantes, muitas delas com décadas ou até mais de um século de história, passaram a enfrentar sérias dificuldades. Estruturas pesadas, custos elevados e resistência à mudança tornaram-se obstáculos difíceis de superar em um mundo mais rápido, conectado e transparente. Algumas entraram em crise profunda, outras simplesmente fecharam as portas.
O que antes parecia sólido revelou-se frágil. O sistema tradicional mostrou sinais claros de esgotamento. Não por falta de mercado ou de consumidores, mas por excesso de rigidez, ganância e desconexão com a nova realidade social e tecnológica.
Hoje, fica evidente que esse modelo se tornou insustentável. Ele já não atende às expectativas de consumidores mais informados, nem às necessidades de produtores que buscam eficiência, nem às demandas de uma sociedade que clama por relações mais justas e humanas. O mercado entrou em um ponto de inflexão.
Este capítulo não propõe a negação do passado, mas o reconhecimento de seus limites. Somente ao compreender onde o sistema tradicional falhou é possível entender por que um novo modelo — mais colaborativo, equilibrado e eficiente — se faz necessário.
O fim de um ciclo não representa uma crise definitiva, mas o início de uma transformação inevitável.
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Sergio Yochiaki Mizuki
business DaiCapital
São Paulo – SP – Brasil